Computador Rival
Em Luanda fizera notícia o caso dum grande político que tinha sido abandonado da sua esposa por tanto estar colado ao ecrã do seu computador, às altas horas da noite. Era no fim dos anos noventa. A senhora queixava-se de que o esposo já não dormia cedo nem fazia mais ‘amor’, desde que tinha comprado o seu computador. Achava-o muito estranho e esquisito.
Aqui na Europa, em paticular Inglaterra e Itália, está em crescimento um fenómeno chamado ‘Pornodependência’. Trata-se de homens (casados ou com namoradas) dependentes dos estímulos eróticos da internet. Um tipo desses, de tanto deixar-se estimular sexualmente pelas imagens fortes da net, evita ter relações sexuais com a sua própria companheira ou esposa. Os ditos pornodependentes refusiam-se nas excitações eróticas virtuais. Dizem experimentar aí emoções muito mais fortes e extravagantes, e não se sentem capazes de fazer nada para mudar a situação em que se encontram envolvidos. Sentem-se prisioneiros dessas relações virtuais.
Alguns acham tratar-se apenas de mais um hobby divertente como ver uma partida de futebol. Outros porém pensam tratar-se dum problema muito sério porque está destruíndo famílias.
Muitas esposas têm surpreendido seus maridos vendo e falando com mulheres nuas via internet, nas suas respectivas casas. E sentem-se profundamente traídas, humilhadas, espezinhadas e desesperadas.
Os pornodependentes são conscientes de que o desfrutamento da ‘porno-online’ lhes afasta do mundo real, das relações e afectos a partilhar com suas respectivas senhoras; sabem do perigo e do esvasiamento sentimental que isto acarreta a relação íntima com a própria companheira, mas, não se sentem capazes de evitar a auto-erotização contraída nos ciberespaços, são, numa palavra, dependentes do sexo virtual mais ou menos como os narcóticos dependem das drogas e os alcoólatras do álcool.
Os medicamentos e dinâmicas de ‘desintoxicação do sexo virtual’ ainda não foram descobertos. Mesmo a própria diagnose de ‘pornodependência’ não é ainda partilhada nem reconhecida no mundo da medicina. Os espertos que estão estudando este fenómeno emergente recomendam às esposas ou senhoras vítimas dessa realidade a não se sentirem humilhadas nem culpadas da dependência do esposo ou amante. Recomendam-na o afronto direito do problema com o partner, respnsabilizando-o da situação conscientemente procurada. Segundo estes peritos da pornodependência, a autoculpabilização da mulher piora a situação porque desresponsabiliza o pornodependente. E recomedam a consulta dum psicológico ou psicanalista, caso o ‘doente’ esteja disposto a colaborar.
Questões como estas, não são lidas normalmente nos livros nem há mestres nos seminários ou universidades, mas, os pastores e sacerdotes devem-nas afrontar na pastoral e nos confessionários porque começam a fazer parte dos problemas reais das famílias.

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